CRMA : Espécie : Mirounga leonina

Mirounga leonina

Nome popular: Elefante-marinho-do-sul

Características: O elefante-marinhoi-do-sul é bastante robusto, os machos adultos desenvolvem uma espécie de tromba por isso o nome elefante-marinho. A coloração do corpo é escuro-acinzentada ao nascer tornando-se cinza-amarelado a medida em que vai ficando adulto, os machos são mais escuros que as fêmeas tornando-se então cinza-amarronzado. Os machos adultos podem possuir cicatrizes por todo o corpo, a maioria "lembranças" de combates entre machos na disputa por um harém. O elefante-marinho-do-sul possui um bigode de fios (vibriças) rígidos e compridos que agem como órgão sensitivo para a captura de presas em águas escuras.

Dimensões: O macho do elefante-marinho-do-sul pode atingir até 5,80m de comprimento enquanto que a fêmea atinge no máximo 3m. O peso médio dos machos adultos é entre 3 e 5 toneladas enquanto que para as fêmeas adultas é de aproximadamente 800kg.

Alimentação (Dieta): O elefante-marinho-do-sul se alimenta preferncialmente de lulas, porém, uma parte da sua dieta é formada por peixes e pequenos crustáceos.

Comportamento: Os machos são animais solitários, porém, no períodode reprodução, na primavera, eles disputam por um território nas praias onde formarão o seu harém. Cada macho pode possuir até 100 fêmeas. São animais normalmente agressivos e não admitem a presença de outro macho em seu harém. Os filhote nascem entre os dias 6 e 26 de outubro e mamam do rico leite da mãe por apenas 20-23 dias. Excelentes mergulhadores os elefantes-marinhos-do-sul conseguem atingir grandes profundidades à procura de suas presas, em especial as fêmeas que conseguem atingir grandes profundidades, sendo o maior registrado o de 1255m. As fêmeas conseguem ficar por até duas horas sem respirar embaixo d´água.
Apenas 17% dos machos desta espécie conseguem sobreviver aos primeiros 8 anos de vida, e apenas 1,2% atingem os 13 anos.

Distribuição: O elefante-marinho-do-sul é um animal de hábitos oceânicos, exceto no período reprodutivo, ocorrem em todo o polo sul e regiões sub-tropicais.
Para o Brasil existem registros da espécie desde o Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro onde pode ser visto com maior frequência, porém, já foi registrado em Fernando de Noronha, em Sergipe e na Bahia, onde existem inclusive três registros para a espécie, o primeiro em maio de 1999 na comunidade de Mangue Seco, norte do estado, o segundo em 2001 no interior da baía de Todos os Santos e o terceiro em fevereiro de 2002 na praia da Barra em Salvador.
Existe um registro desta espécie para o hemisfério norte.
A área de maior concentração de elefantes-marinhos-do-sul no período de reprodução é a Península de Valdez, na Patagônia, Argentina, onde divide o território com lobos-marinhos (Arctocephalus sp.), leões-marinhos (Otaria byronia), orcas (Orcinus orca) e baleias-franca (Eubalaena australis).

Ameaças: O elefante-marinho-do-sul já foi muito perseguido e caçado pelo óleo produzido com a sua gordura, mas com o descobrimento do petróleo a obtenção do óleo deste animal deixou de ser viável e a espécie voltou a se recuperar, hoje o homem não mais caça estes animais, porém, a poluição dos mares causada pelo homem é uma das principais ameaças para estes animais.
Outro problema que enfrentão é o alto índice de mortalidade de machos e filhotes desgarrados que acabam sendo capturados por predadores que se alimentam tanto de filhotes como de indivíduos adultos, como a orca (Orcinus orca) ou mortos por focas-leopardo (Hydrurga leptonyx)

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